quinta-feira, 4 de março de 2010

# 13 - Do mito à razão

A mitologia grega foi descrita pelos poetas Homero e Hesíodo no século oito antes de Cristo. Hesíodo faz uma sistematização completa na sua obra Teogonia, expondo todas as ramificações da árvore genealógica. A mitologia, vista à luz da filosofia, é uma tentativa irracional de explicar o mundo natural. O homem diviniza um aspecto da natureza por desconhecê-lo e também suas causas. O temor através desse desconhecimento faz com que o homem crie um deus para que cuide daquele aspecto natural. Essa fórmula funciona em todos sistemas politeístas: a mitologia africana, celta, hindu, egípcia, entre outras.

A advinda da filosofia, no século sexto antes de Cristo, com Tales, foi uma ruptura com a forma de explicação mítica: agora os filósofos queriam chegar em princípios gerais do universo natural de uma forma racional: Tales reduz tudo à água e Heráclito ao fogo por exemplo. Aí nasce a filosofia.

Participação: Gabriel, Rodrigo, Joel - filósofos - Luciano e Daniel - historiadores

Parte 1


Parte 2

12 comentários:

  1. Apenas quero esclarecer que a negação das mitologias é uma propriedade da filosofia grega, em especial de Aristóteles. Quanto a mim, acredito nas mitologias mas não nos deuses enquanto deuses, sim enquanto espíritos.

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  2. A questão de ter existido grandes nomes dentro da ciência, com inclinações religiosas, como Galileu por exemplo - que era religioso -, ao meu ver, não influência nas descobertas destes.
    No final das contas, toda a razão é direcionada para o uso do conhecimento cinêntifico. O que nos chega de informação(e tomo Galileu novamente com exemplo) sobre ele, no formato de livros e documentários, mostra que ele estava tão "embebedado" pelo conhecimento racional da ciência, que a sua religião, ficava em segundo plano.

    Bem, essa é a minha opinião
    Um abraço meus caros!

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  3. Alô caro Maldito!

    Concordo contigo. Um cientista debruça-se sobre a natureza quanto seus estudos. Nesse aspecto, suas crenças além da física não influenciariam. Porém o filósofo que pensa sobre a metafísica e acredita em Deus vai ter que considerar o conteúdo de suas crenças. Se não identificar Deus com o Nada, então não posso dizer que não há coisa alguma no além e acreditar em Deus. Acredito que a própria possível conexão causal que existe entre o além e a natureza - como consideramos nós espiritualistas - seja objeto de estudo da metafísica ou, no mínimo, da fusão entre a metafísica e a ciência. Mas, aparentemente, não da pura ciência.

    Grande abraço!

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  4. Muito bom. Estão todos de parabéns por essa brilhante iniciativa. Deixo aqui uma sugestão de debate: o filósofo francês Jean-Paul Sartre e seu existencialismo. Percebi que gostam de discussões sobre ética e moral. Sendo assim, acredito que o tema da moral no existencialismo sartreano renderá bons frutos.

    Grato!

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  5. "No sentido mais amplo do progresso do pensamento, o esclarecimento tem perseguido sempre o objectivo de livrar os homens do medo e de investi-los na posição de senhores [em relação a natureza]. Mas a terra totalmente esclarecida resplandece sob o signo de uma calamidade triunfal. O programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir a imaginação pelo saber." Theodor W. Adorno & Max Horkheimer

    e deu no que deu, rs

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  6. Poisé, Fada Verde, desde Francis Bacon e Descartes tem sido assim, e parece esse modelo chegou ao seu auge e ao seu limite. Um novo paradigma parece estar sendo tecido de uns tempos pra cá, com o desenvolvimento do pensamento ecológico de Fritjof Capra baseado nos conhecimentos da física quântica. Temos que tratar desse tema num dos próximos programas, e você está convidada a participar. Um abraço!

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  7. Saudações cara tudo beleza?

    Bem meu nome é Rafael sou graduado em filosofia pelo Centro Universitário Assunção aqui em São Paulo, também sou professor de filosofia do Núcleo Educacional Ferrazense, e escrevo para parabenizá-lo pela brilhante iniciativa de criar um blog com filmagens de assuntos filosóficos em bares, botecos e afins.

    Descobri o blog recentemente e o conteúdo dos vídeos me lembrou bastante minha época de faculdade onde o pessoal da minha sala de outras do curso reuniam-se na mesa do boteco para fazer exatamente a mesma coisa, ou seja, beber e filosofar, e confesso ter refletido muito mais no boteco do que propriamente nas aulas.

    Bom fica ai registrado os parabéns e os cumprimentos, sempre estarei acompanhando o blog agora.

    Abraço.
    "Hail Metal"

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  8. e ai, pra qdo fica a conversa sobre o esclarecimento?

    diz ai, final de semestre é FODA, neh? rsrs

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  9. discussão de alto nível, que não dá as costas ao barulho ensurdecedor da vida. a discussão evoca a Dialética do Esclarecimento (Aufklarung) de Adorno e Horkheimer (década de 40). Bueno, no mais é sempre bom lembrar com Bruno Latour: "jamais fomos modernos." Abraço aos amigos Kenny e Luciano.

    www.ocalmodesespero.blogspot.com

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  10. a discussao carece de antropologia um pouco de levi-strauss cairia muito bem

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