segunda-feira, 16 de novembro de 2009

# 11 - O mito da caverna

O mito da caverna é apresentado pelo grande mestre Platão em sua mais conhecida obra: A república.

No mito, este mundo sensível onde vivemos não é o mundo real. O mundo real é o mundo das ideias. O mundo sensível é uma cópia imperfeita do mundo das ideias, onde cada coisa tem sua ideia correspondente. O mito apresenta algumas pessoas - que seríamos nós no mundo sensível - que estão acorrentadas dentro de uma caverna e não conhecem o mundo externo. Na parede desta caverna, passam sombras de objetos externos provocadas por uma fogueira que está atrás dos objetos. Como os habitantes da caverna não conhecem o mundo externo, então eles pensam que o mundo resume-se àquelas sombras. Porém o sujeito que escapa da caverna depara-se com o mundo das ideias, que é o mundo do intelecto e da filosofia. Ele é ameaçado pelos ainda presos quando retorna e tenta avisá-los. Matrix é um filme que fundamenta-se neste mito.

Podemos dizer que o mito é uma analogia do mundo sensível na seguinte articulação: a sombra está para a coisa (qualquer que seja a coisa) assim como a mesma coisa está para a sua ideia. Ou seja, a ideia tem mais realidade do que a coisa assim como a coisa tem mais realidade do que sua sombra. A forma da articulação é como em um está sobre dois assim como dois está sobre quatro (1/2 = 2/4): uma analogia simples. E Platão é muito bom em analogias. Aqui tem uma historinha lúdica muito boa do mestre Maurício de Sousa que resume bem o mito.

Participação especial: Janaína Quiroga, professora de literatura e poeta

Parte 1


Parte 2

terça-feira, 25 de agosto de 2009

# 10 - Frederico Nietzsche


Hoje, na data desta postagem, é o aniversário de 109 anos da morte de Nietzsche. Foi um filósofo polêmico e rebelde que pensava sobre os costumes de ordem e restrições da sociedade e da religião. É um filósofo bastante popular entre apreciadores de filosofia não profissionais e também é um ótimo introdutor ao pensamento crítico filosófico. Defende a posição da vontade de viver, por meio da qual o indivíduo supera imposições e sublima a negação da vida. Os conceitos centrais discorridos na filmagem são o apolíneo e o dionisíaco, o eterno retorno, o super-homem, a moralidade do senhor e do escravo e a vontade de poder.


Parte 1


Parte 2



Parte 3


quinta-feira, 16 de julho de 2009

# 9 - Filosofia do meio ambiente


Nesta filmagem conversamos sobre filosofia do meio ambiente. Atualmente esse é um tema frequente de se tratar já que o planeta vem sofrendo diversas ameaças ambientais.

No primeiro vídeo fizemos considerações metafísicas (metafísica=ontologia) pressupostas à filosofia do meio ambiente como, por exemplo, o conceito de natureza e dualismo. Na Grécia antiga, dois filósofos tinham teses opostas quanto a essência da realidade. Parmênides acreditava que o ser é uno, imutável e imóvel. Heráclito que nada é o mesmo dentro do ser e que tudo flui, tudo muda (panta rei). A filosofia daquele, segundo Heidegger, "determinou a essência do pensamento ocidental até hoje, estabelecendo as dimensões de seus alicerces." Já a metafísica oriental assemelha-se mais à filosofia de Heráclito. No segundo e terceiro vídeos consideramos a história e o movimento do ambientalismo e considerações sobre economia, ecologia e sustentabilidade do mundo ocidental.

Convidado: Vicente Rahn Medaglia (Vico), filósofo ambientalista, mestrando em desenvolvimento rural (Ufrgs) e coordenador da ONG Ingá - www.inga.org.br
Participação: Liane Preuss, socióloga (Ufrgs) e professora de sociologia

Parte 1


Parte 2


Parte 3

quinta-feira, 2 de julho de 2009

# 8 - Maquiavel e o príncipe


Maquiavel nascera na cidade de Florença no século XV e escreveu uma grande obra de filosofia política: O príncipe. Tem-se como fundador da ciência política moderna.

Nessa obra, o pensador descreve meios e fins para o centralizador unificar a Itália, a qual estava fragmentada, em sua época. Sua célebre citação - os fins justificam os meios - conota a noção das possibilidades de medidas que tal governante poderia tomar para subir ao e manter o poder. O fim dessa centralização seria o término das invasões externas.

Convidado: Rodrigo Pinto, mestre em filosofia (Maquiavel) pela UFRGS

Parte 1


Parte 2


Parte 3

domingo, 7 de junho de 2009

Filosofia no boteco #7 - Problemas da educação


Três professores participaram desta filmagem, onde discutiu-se principalmente problemas e idéias relacionados à educação. A educação tradicional fora influenciada, em sua concepção, pela visão tecnicista da ditadura militar - visão essa que é voltada ao mercado e ao isolamento disciplinar. Atualmente com a obrigatoriedade da filosofia e sociologia no colégio, vê-se uma nova tentativa de tornar o ensino, além de técnico, mais humano e interdisciplinar, já que o homem - antes de ser um homo faber - é um homo sapiens.

Convidados:
Alissa Gottfried - educadora popular conectiva
Capi - midiólogo, Unicamp
Juliano - geógrafo, UFRGS

terça-feira, 26 de maio de 2009

Filosofia no boteco #6 - Schopenhauer



Parte 1

Olá, caro pensador! Vamos falar do filósofo alemão Schopenhauer hoje. Decidimos dividir os videos em dois para, neste primeiro, expor a paisagem da crise epistêmica da modernidade. O segundo video está logo ali em baixo.

A metafísica é a investigação do que existe além dos sentidos sensíveis. Na idade moderna, dois filósofos puseram em cheque a possibilidade de fazer da metafísica uma ciência: Hume e Kant. Este vai dizer que os nossos conceitos precisam conter uma intuição sensível para serem inteligíveis. A intuição sensível é o contato imediato que nossa mente tem com um objeto que aparece. Resumidamente, Kant vai negar que a metafísica é uma ciência porque nos conceitos dela não têm intuições sensíveis, já que a metafísica estuda o que está além dos sentidos. Kant: "A intuição sem o conceito é cega, e o conceito sem a intuição é vazio." Aqui, fenômeno (do grego fainómenon) é o que nos aparece aos sentidos. Coisa-em-si é a coisa independente do que nos aparece, é o principal objeto de estudo da metafísica.


Parte 2

Após os e apesar dos conselhos de Kant, dois, entre outros, grandes filósofos ousaram fazer metafísica como ciência na modernidade: Hegel e Schopenhauer. E eram rivais entre si.

O conceito central da metafísica de Schopenhauer é a vontade. Afirma ele que ela é o motor da vida individual e do universo em geral. A vontade para ele é a coisa-em-si. O próprio corpo do sujeito é uma materialização da sua vontade. A vontade, sendo a coisa-em-si, é o que causa o fenômeno para o sujeito e é o que causa o movimento - não só de si mesmo mas também da natureza. E o sujeito pode interpretar tal fenômeno de acordo com sua vontade e representação.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Filosofia no boteco #5 - Filosofia política





A questão fundamental que vai orientar o percurso da filosofia política moderna é a questão de ser o homem bom ou mau por natureza. Nesse aspecto, os principais filósofos foram Hobbes (século XVII) e Rousseau (século XVIII). O primeiro vai defender que o homem é mau naturalmente e que está inserido num estado de natureza, de guerra de todos contra todos, antes da concepção do Estado civil. Este é criado através de um contrato social - contratualismo - entre os membros da sociedade visando à paz entre eles. Já Rousseau, no seu Segundo discurso - 1762, defende que durante o estado de natureza o homem é bom, saudável, equalitário e inocente e a corrupção do homem adviria dos males da sociedade. Esse é seu conceito de bom selvagem. Um abraço a todos e dê sua opinião!

-convidados: Daniel e Luciano (historiadores, UFRGS)
-canção de termo: Bode preto - autoria: Joel e Erich