quinta-feira, 24 de junho de 2010

# 14 - A condição humana


Olá, querido amante do saber! Nesta postagem discorremos sobre a condição humana. Hannah Arendt, na sua obra homônima, afirma que a natureza humana difere da condição humana. Não levamos muito em conta essa diferença e não nos ativemo nesta obra, mas ela serve como leitura sobre tal conceito.

A condição humana é as circunstâncias nas quais o homem é inserido em sua existência. Tais circunstâncias participam da identidade do sujeito.

Listamos algumas nesta filmagem:

1. circunstância social e familiar: o contexto social e cultural onde somos inseridos participa de nossa identidade, assim como a herança comportamental nos imputada pela família.

2. a mortalidade: morreremos, o que causa-nos angústia e impotência.

3. o princípio da escassez: mesmo que tenhamos comida para todos, ela não é distribuída. Disputas e competições derivam disso.

4. a finitude racional do homem: não podemos entender algo contraditório. Não consigo imaginar um quadrado redondo. Nossa razão é limitada pelas leis lógicas.

Participantes:
Anne Lee - estudante de psicologia
Erich - filósofo e estudante de psicologia
Daniel - historiador
Gabriel - filósofo

Parte 1



Parte 2



Parte 3

quinta-feira, 4 de março de 2010

# 13 - Do mito à razão

A mitologia grega foi descrita pelos poetas Homero e Hesíodo no século oito antes de Cristo. Hesíodo faz uma sistematização completa na sua obra Teogonia, expondo todas as ramificações da árvore genealógica. A mitologia, vista à luz da filosofia, é uma tentativa irracional de explicar o mundo natural. O homem diviniza um aspecto da natureza por desconhecê-lo e também suas causas. O temor através desse desconhecimento faz com que o homem crie um deus para que cuide daquele aspecto natural. Essa fórmula funciona em todos sistemas politeístas: a mitologia africana, celta, hindu, egípcia, entre outras.

A advinda da filosofia, no século sexto antes de Cristo, com Tales, foi uma ruptura com a forma de explicação mítica: agora os filósofos queriam chegar em princípios gerais do universo natural de uma forma racional: Tales reduz tudo à água e Heráclito ao fogo por exemplo. Aí nasce a filosofia.

Participação: Gabriel, Rodrigo, Joel - filósofos - Luciano e Daniel - historiadores

Parte 1


Parte 2

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

# 12 - Magia e misticismo



Olá, querido pensador! Hoje trataremos de um tema diferente do que temos tratado ultimamente: magia e misticismo.

Filosoficamente, o mecanismo de um ato mágico é o mecanismo de uma pessoa causar um efeito no mundo físico através de uma causa transcendental. A mudança causada no mundo físico deve acontecer através da vontade do agente, e não de seus movimentos físicos. Em outras palavras, o efeito deve advir da mente do agente, não de suas ações físicas.


Na teoria da magia, o efeito que advém diretamente da mente do agente é o mais alto grau entre os atos de magia. Existem três classes de magia, três estágios de progressão para o status de mago: o primeiro é magia por encantamento - ou por palavras recitadas, o segundo é magia por movimentos manuais e o terceiro é magia por pensamento.



Convidado: Bruxo Fagundes - escritor, autor do livro Guia da cultura proibida

Parte 1


Parte 2


Parte 3

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

# 11 - O mito da caverna

O mito da caverna é apresentado pelo grande mestre Platão em sua mais conhecida obra: A república.

No mito, este mundo sensível onde vivemos não é o mundo real. O mundo real é o mundo das ideias. O mundo sensível é uma cópia imperfeita do mundo das ideias, onde cada coisa tem sua ideia correspondente. O mito apresenta algumas pessoas - que seríamos nós no mundo sensível - que estão acorrentadas dentro de uma caverna e não conhecem o mundo externo. Na parede desta caverna, passam sombras de objetos externos provocadas por uma fogueira que está atrás dos objetos. Como os habitantes da caverna não conhecem o mundo externo, então eles pensam que o mundo resume-se àquelas sombras. Porém o sujeito que escapa da caverna depara-se com o mundo das ideias, que é o mundo do intelecto e da filosofia. Ele é ameaçado pelos ainda presos quando retorna e tenta avisá-los. Matrix é um filme que fundamenta-se neste mito.

Podemos dizer que o mito é uma analogia do mundo sensível na seguinte articulação: a sombra está para a coisa (qualquer que seja a coisa) assim como a mesma coisa está para a sua ideia. Ou seja, a ideia tem mais realidade do que a coisa assim como a coisa tem mais realidade do que sua sombra. A forma da articulação é como em um está sobre dois assim como dois está sobre quatro (1/2 = 2/4): uma analogia simples. E Platão é muito bom em analogias. Aqui tem uma historinha lúdica muito boa do mestre Maurício de Sousa que resume bem o mito.

Participação especial: Janaína Quiroga, professora de literatura e poeta

Parte 1


Parte 2

terça-feira, 25 de agosto de 2009

# 10 - Frederico Nietzsche


Hoje, na data desta postagem, é o aniversário de 109 anos da morte de Nietzsche. Foi um filósofo polêmico e rebelde que pensava sobre os costumes de ordem e restrições da sociedade e da religião. É um filósofo bastante popular entre apreciadores de filosofia não profissionais e também é um ótimo introdutor ao pensamento crítico filosófico. Defende a posição da vontade de viver, por meio da qual o indivíduo supera imposições e sublima a negação da vida. Os conceitos centrais discorridos na filmagem são o apolíneo e o dionisíaco, o eterno retorno, o super-homem, a moralidade do senhor e do escravo e a vontade de poder.


Parte 1


Parte 2



Parte 3


quinta-feira, 16 de julho de 2009

# 9 - Filosofia do meio ambiente


Nesta filmagem conversamos sobre filosofia do meio ambiente. Atualmente esse é um tema frequente de se tratar já que o planeta vem sofrendo diversas ameaças ambientais.

No primeiro vídeo fizemos considerações metafísicas (metafísica=ontologia) pressupostas à filosofia do meio ambiente como, por exemplo, o conceito de natureza e dualismo. Na Grécia antiga, dois filósofos tinham teses opostas quanto a essência da realidade. Parmênides acreditava que o ser é uno, imutável e imóvel. Heráclito que nada é o mesmo dentro do ser e que tudo flui, tudo muda (panta rei). A filosofia daquele, segundo Heidegger, "determinou a essência do pensamento ocidental até hoje, estabelecendo as dimensões de seus alicerces." Já a metafísica oriental assemelha-se mais à filosofia de Heráclito. No segundo e terceiro vídeos consideramos a história e o movimento do ambientalismo e considerações sobre economia, ecologia e sustentabilidade do mundo ocidental.

Convidado: Vicente Rahn Medaglia (Vico), filósofo ambientalista, mestrando em desenvolvimento rural (Ufrgs) e coordenador da ONG Ingá - www.inga.org.br
Participação: Liane Preuss, socióloga (Ufrgs) e professora de sociologia

Parte 1


Parte 2


Parte 3

quinta-feira, 2 de julho de 2009

# 8 - Maquiavel e o príncipe


Maquiavel nascera na cidade de Florença no século XV e escreveu uma grande obra de filosofia política: O príncipe. Tem-se como fundador da ciência política moderna.

Nessa obra, o pensador descreve meios e fins para o centralizador unificar a Itália, a qual estava fragmentada, em sua época. Sua célebre citação - os fins justificam os meios - conota a noção das possibilidades de medidas que tal governante poderia tomar para subir ao e manter o poder. O fim dessa centralização seria o término das invasões externas.

Convidado: Rodrigo Pinto, mestre em filosofia (Maquiavel) pela UFRGS

Parte 1


Parte 2


Parte 3